COFINS: o que é e quais são as principais características do tributo como funciona este imposto?


Este guia explica de forma clara o que é a COFINS, para que serve, quem precisa pagar e como calcular o cálculo do tributo é feito na sua empresa


Empresário calculando o valor de COFINS e outros impostos a pagar da sua empresa


A COFINS é uma contribuição federal calculada com base na receita bruta das empresas e tem o objetivo de financiar a seguridade social. Entender suas regras é fundamental para manter a saúde fiscal do seu negócio e evitar problemas com o Fisco.


Neste artigo, você vai encontrar as principais informações sobre o tema, desde os diferentes tipos de apuração até a diferença para outros tributos, como o PIS. Continue a leitura para compreender os detalhes.


O que é a COFINS?


COFINS é a sigla para Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social. Trata-se de um tributo federal que incide sobre o faturamento mensal das empresas. A principal função da COFINS é arrecadar fundos para custear os programas da seguridade social, que incluem a saúde pública, a previdência social e a assistência social no Brasil.


Por ser uma obrigação fiscal para a maioria das pessoas jurídicas no país, conhecer seu funcionamento é uma responsabilidade de quem empreende. A forma como essa contribuição é calculada e paga depende do regime tributário em que a empresa está enquadrada.


Para que serve a arrecadação da COFINS?


A arrecadação da COFINS é direcionada para um dos maiores sistemas de proteção social do mundo. Os valores recolhidos são utilizados para garantir que a população tenha acesso a serviços essenciais, mesmo que não contribua diretamente para eles.


Na prática, o dinheiro financia áreas como:



  • Saúde Pública: manutenção e funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo hospitais, postos de saúde e programas de vacinação.


  • Assistência Social: custeio de programas de amparo a pessoas em situação de vulnerabilidade, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

Quais são os regimes de apuração da COFINS?


Existem duas formas de calcular a COFINS, chamadas de regimes de apuração. A aplicação de cada um deles está diretamente ligada ao regime tributário da sua empresa (Lucro Presumido ou Lucro Real). Compreender essa diferença é o primeiro passo para fazer o cálculo correto.


A seguirAbaixo, detalhamos como cada regime funciona.


Regime cumulativo


Neste regime, a alíquota da COFINS é aplicada diretamente sobre a receita bruta da empresa, sem a possibilidade de descontar créditos de compras ou despesas anteriores. Por isso o nome "cumulativo", pois o imposto incide em todas as fases da cadeia produtiva sem abatimentos.


  • A quem se aplica: é o regime padrão para empresas enquadradas no Lucro Presumido.



  • Alíquota: a alíquota da COFINS no regime cumulativo é de 3%.


Regime não cumulativo


O regime não cumulativo permite que a empresa desconte créditos com base em certas despesas e custos operacionais, como a aquisição de insumos, energia elétrica ou aluguéis. O imposto, nesse caso, incide apenas sobre o valor que a empresa adiciona ao produto ou serviço, e não sobre a receita total.


Este é o sistema aplicado para a apuração de PIS e COFINS Lucro Real, por exemplo. A alíquota é maior, mas a possibilidade de usar créditos pode diminuir o valor final a ser pago.


  • A quem se aplica: é obrigatório para a maioria das empresas do Lucro Real.
  • Base de cálculo: é a receita bruta menos os créditos permitidos por lei.
  • Alíquota: a alíquota da COFINS no regime não cumulativo é de 7,6%.


Qual a diferença entre PIS e COFINS?


É muito comum ouvir falar de "PIS e COFINS" juntos, pois são tributos que caminham lado a lado. Ambos incidem sobre o faturamento das empresas e possuem regras de apuração parecidas, mas suas finalidades são distintas.


A principal diferença está na destinação dos recursos:


  • COFINS: financia a seguridade social de forma ampla (saúde, previdência e assistência social).


  • PIS (Programa de Integração Social): tem o objetivo mais específico de custear o seguro-desemprego e o abono salarial dos trabalhadores da iniciativa privada.


COFINS para MEI e Simples Nacional: como funciona?


Uma das principais dúvidas de quem empreende é como a COFINS se aplica a regimes tributários simplificados. Empresas optantes pelo Simples Nacional, o que também inclui o Microempreendedor Individual (MEI), seguem um sistema de recolhimento integrado. Isso significa que você não precisará se preocupar com uma guia de pagamento específica para a COFINS. A dinâmica funciona da seguinte forma:


  • Pagamento unificado no DAS: o recolhimento de impostos é feito através do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional).


  • COFINS já inclusa: esta guia única já contempla o valor referente a diversos tributos, incluindo a COFINS, além de outros como PIS, IRPJ, CSLL, ICMS e ISS. Não é necessário emitir uma DARF só para o COFINS.


Como fazer o pagamento da COFINS?


Para as empresas que não se enquadram no Simples Nacional, como as de regime de Lucro Presumido e Lucro Real, o processo de pagamento da COFINS é feito de forma separada e exige atenção aos detalhes para garantir a conformidade com o Fisco.


O pagamento é realizado mensalmente, e um controle financeiro organizado é crucial para apurar a receita, calcular o valor correto do tributo e emitir a guia dentro do prazo. O passo a passo para o pagamento é:


  • Emissão do DARF: o documento oficial para o recolhimento é o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais).


  • Prazo de vencimento: a guia deve ser paga até o dia 25 do mês seguinte ao dos fatos geradores (ou seja, ao mês em que a receita foi gerada).


  • Uso do código correto: no preenchimento do DARF, é necessário informar o código de recolhimento específico da COFINS, que varia conforme o regime da empresa.


  • Controle para evitar multas: o atraso no pagamento gera multas e juros baseados na taxa Selic. Portanto, a organização financeira é a melhor forma de evitar custos adicionais.


Organize suas finanças para uma gestão de tributos eficiente


Entender o que é o imposto COFINS e como funciona seu cálculo é um passo decisivo para a gestão fiscal do seu negócio. Mais do que uma obrigação, manter o pagamento dos tributos em dia é um sinal de saúde financeira e responsabilidade, que protege sua empresa de multas e permite seu crescimento de forma sustentável.


Uma gestão financeira organizada é sua maior aliada nesse processo. Ferramentas que geram relatórios detalhados de suas vendas e receitas, como as oferecidas pela conta Mercado Pago, podem fornecer os dados que você precisa para apurar a COFINS e outros impostos com mais assertividade.


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FAQs

A maioria das empresas no Brasil precisa pagar PIS e COFINS, mas existem exceções. Por exemplo, empresas enquadradas no Simples Nacional recolhem esses tributos de forma unificada no DAS. Além disso, a legislação prevê isenção para certas entidades, como templos e associações sem fins lucrativos.

A alíquota PIS e COFINS depende do regime tributário da sua empresa. Para negócios no Lucro Presumido, as alíquotas são de 0,65% para o PIS e 3% para a COFINS (regime cumulativo). Para empresas no Lucro Real, as alíquotas são de 1,65% para o PIS e 7,6% para a COFINS (regime não cumulativo).

O atraso no pagamento da COFINS resulta na aplicação de multa e juros sobre o valor devido. A multa é calculada em 0,33% por dia de atraso, limitada a 20% do total. Os juros são baseados na taxa Selic. Manter o pagamento em dia é fundamental para evitar custos adicionais.

O fato gerador da COFINS é o auferimento de receita ou faturamento pela pessoa jurídica. Em outras palavras, a obrigação de pagar o tributo nasce no momento em que a empresa realiza uma venda de produtos ou presta um serviço, gerando assim sua receita mensal bruta.

O cálculo da COFINS é feito aplicando a alíquota correspondente sobre a base de cálculo da empresa, que é sua receita bruta mensal. No regime não cumulativo, é possível subtrair créditos de custos e despesas permitidos por lei antes de aplicar a alíquota, diminuindo o valor a pagar.

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