Como a Conta Negócio ajuda na recuperação de tributos pagos indevidamente

A Conta Negócio ajuda na recuperação de tributos pagos indevidamente porque centraliza todas as movimentações do CNPJ com extratos detalhados e histórico completo, exatamente o que o contador precisa para identificar pagamentos indevidos e montar o processo de recuperação. Sem separar as finanças pessoais das empresariais, rastrear esses valores se torna muito mais difícil, e muitos créditos acabam prescrevendo antes de serem recuperados.
Neste artigo, explicamos quais tributos a sua empresa pode recuperar, como funciona o processo na prática e por que a organização financeira do CNPJ é o pré-requisito para não deixar esses valores passarem.
Quais tributos a sua empresa pode recuperar?
Dependendo do regime tributário e da atividade exercida, há diferentes frentes para a recuperação de impostos. As mais comuns envolvem tributos federais e previdenciários. Se você ainda tem dúvidas sobre em qual regime o seu negócio se enquadra, nosso conteúdo sobre Lucro Real ou Lucro Presumido pode ajudar você a identificar os créditos disponíveis.
A conta do banco digital também permite emitir informes de rendimentos e centralizar todas as cobranças do negócio em um único lugar, o que reduz erros de lançamento e deixa o histórico fiscal mais organizado. O passo a passo sobre como emitir o informe de rendimentos da Conta Negócio explica como fazer isso direto pelo aplicativo.
PIS e COFINS
Empresas do Lucro Real têm direito a créditos de PIS e COFINS sobre insumos usados na produção ou na prestação de serviços. Quando esses créditos não são aproveitados integralmente, o saldo pode ser recuperado nos meses seguintes ou solicitado via processo administrativo.
Vale mencionar também: a inclusão do ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS, tema que gerou uma série de decisões judiciais nos últimos anos, abriu espaço para que muitas empresas recuperem valores pagos a mais.
INSS sobre verbas indenizatórias
Determinados pagamentos feitos a funcionários, como aviso prévio indenizado, auxílio-doença e terço de férias, não deveriam compor a base de cálculo da contribuição previdenciária. Quando a empresa recolhe INSS sobre essas verbas, o excedente pode ser recuperado via processo administrativo junto à Receita Federal.
ICMS e outros tributos estaduais
Na substituição tributária, empresas costumam recolher ICMS sobre uma margem presumida maior do que a efetivamente praticada. Quando o preço final de venda fica abaixo do previsto, há direito à restituição da diferença. Operações com isenção ou diferimento que foram tributadas de forma errada também entram nesse cálculo.
Se ainda há pendências fiscais abertas no CNPJ, o guia sobre como regularizar o CNPJ e suas obrigações tributárias pode orientar você nos próximos passos.
Como funciona o processo de recuperação tributária?
A recuperação de tributos pagos indevidamente é o processo pelo qual uma empresa resgata valores recolhidos ao fisco de forma incorreta ou acima do que deveria. Isso acontece mais do que se imagina: erros de enquadramento tributário, bases de cálculo equivocadas e mudanças na legislação geram créditos que ficam parados por anos, sem aproveitamento.
O prazo para recuperar esses valores é de cinco anos, contado a partir da data de cada pagamento. Depois disso, o direito prescreve e o dinheiro fica com o fisco. O processo começa com um levantamento de toda a documentação fiscal dos últimos cinco anos: notas fiscais, guias de pagamento, arquivos SPED e demonstrativos contábeis. Com esse material em mãos, o contador ou especialista tributário identifica os pagamentos indevidos e monta o pedido de recuperação.
Via administrativa: o caminho mais acessível
A via administrativa é feita diretamente junto à Receita Federal, pelo PER/DCOMP (Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação). A compensação pode ser aprovada em até 15 dias e a restituição em até 90 dias para tributos federais. Para a maioria das pequenas e médias empresas, é por aqui que o processo começa.
Via judicial: quando acionar essa alternativa
Quando o fisco nega o pedido administrativo ou há uma tese jurídica em disputa, a via judicial pode ser necessária. O processo é mais demorado e exige suporte jurídico especializado, mas pode garantir a recuperação de crédito tributário que a via administrativa não contempla. Foi o caminho utilizado por muitas empresas na disputa sobre a exclusão do ICMS da base do PIS e da COFINS.
Para quem ainda mistura CPF e CNPJ nas operações financeiras, o guia sobre como abrir uma conta para CNPJ tendo conta pessoal mostra como dar esse primeiro passo.
Comece agora e não deixe o prazo vencer
O prazo de cinco anos para recuperar tributos é contado a partir de cada pagamento indevido. Isso significa que, a cada mês que passa, parte dos créditos prescreve. O primeiro passo é organizar o histórico financeiro do CNPJ e acionar um contador especializado em recuperação tributária.
Se as finanças da empresa ainda não estão separadas das pessoais, abrir a Conta Negócio do banco digital Mercado Pago é por onde começar. Com extrato centralizado e movimentações organizadas, o trabalho de levantamento fiscal fica mais ágil, e o prazo passa a jogar a seu favor.
FAQs
O prazo para solicitar a recuperação de tributos pagos indevidamente é de cinco anos, contados a partir da data de cada pagamento. Esse prazo está previsto no artigo 168 do Código Tributário Nacional. Depois disso, o direito prescreve e não é mais possível solicitar restituição ou compensação. Quanto mais tempo a empresa demorar para organizar sua documentação fiscal e iniciar o processo, mais créditos ficam fora do alcance.
O MEI tem acesso restrito à recuperação tributária. Para os documentos de arrecadação do MEI (DASN), apenas o INSS pode ser solicitado em restituição, em situações específicas. As regras são diferentes das que se aplicam a empresas no Simples Nacional ou nos regimes de Lucro Real e Lucro Presumido. Se você é MEI e quer entender melhor suas obrigações fiscais, o guia sobre Imposto de Renda para MEI traz informações úteis sobre a separação entre pessoa física e jurídica.
PER/DCOMP é o Pedido Eletrônico de Restituição, Ressarcimento ou Reembolso e Declaração de Compensação, o formulário eletrônico usado para solicitar a recuperação de tributos federais junto à Receita Federal. Por meio dele, a empresa pode pedir a devolução em dinheiro (restituição) ou usar o crédito para abater tributos futuros (compensação). O preenchimento e envio são feitos pelo sistema e-CAC, disponível no portal da Receita Federal.
O cálculo começa comparando o que foi efetivamente recolhido com o que deveria ter sido pago com base na legislação vigente em cada período. Para isso, o contador cruza as guias de recolhimento com os arquivos SPED, notas fiscais e demonstrativos contábeis dos últimos cinco anos, verificando se a base de cálculo estava correta em cada tributo. A diferença apurada entre o valor pago e o valor devido é o crédito passível de recuperação, que pode ser solicitado via PER/DCOMP ou por via judicial, dependendo do tipo de tributo.









