Diferença entre Bitcoin e Stablecoins: qual escolher para começar a investir

Para quem está começando, a escolha mais equilibrada costuma ser uma combinação: Stablecoins para preservar valor e aprender a operar no mercado cripto sem grande exposição à volatilidade, e Bitcoin para quem aceita oscilações em troca de potencial de valorização. Se o seu objetivo é entrar no mercado com menos risco, as Stablecoins oferecem estabilidade. Se o objetivo é crescimento a longo prazo com tolerância a altas e baixas, o Bitcoin é o caminho.
Neste artigo, vamos explorar as principais diferenças entre Bitcoin e Stablecoins, como cada um funciona na prática, quais riscos envolvem e como você pode dar os primeiros passos pelo Mercado Pago.
Como Bitcoin e Stablecoins se diferenciam na prática
A diferença central está no comportamento do preço. O Bitcoin é um ativo descentralizado, sem lastro em moeda tradicional, cujo valor é determinado pela oferta e demanda do mercado. Isso significa que pode valorizar expressivamente, mas também cair de forma abrupta em curtos períodos.
As Stablecoins, por outro lado, são criptomoedas criadas para manter um valor fixo, geralmente atrelado ao dólar americano (como USDT e USDC) ou a outras moedas fiduciárias. Essa estabilidade é mantida por reservas em moeda real ou por mecanismos algorítmicos de controle.
Volatilidade: o fator decisivo para iniciantes
Para quem está dando os primeiros passos, a volatilidade do Bitcoin pode ser o maior obstáculo emocional. Não é incomum ver variações de dois dígitos em questão de dias. Isso exige preparo psicológico e uma estratégia clara de entrada e saída.
As Stablecoins eliminam esse problema ao oferecer previsibilidade de preço. São usadas principalmente para guardar valor dentro do ecossistema cripto, fazer remessas internacionais e transitar entre ativos sem precisar converter para reais a cada operação.
Potencial de retorno x segurança
- Bitcoin: maior potencial de valorização a longo prazo, mas com risco proporcional à oscilação do mercado.
- Stablecoins: valor estável, sem ganho por valorização do ativo em si. O rendimento, quando existe, vem de protocolos de staking ou plataformas que oferecem juros sobre o saldo.
Nenhum dos dois é isento de risco. O Bitcoin carrega risco de mercado, enquanto as Stablecoins carregam risco de contraparte, ou seja, dependem da solidez de quem as emite e das reservas que as lastreiam.
Qual escolher para começar a investir em cripto
A resposta depende do seu objetivo financeiro e da sua tolerância ao risco. Não existe uma opção universalmente certa para todos os perfis.
Perfil conservador: Stablecoins como ponto de entrada
Se você quer entender como funciona o mercado cripto sem expor seu patrimônio a grandes oscilações, começar com Stablecoins faz sentido. Você aprende a operar carteiras digitais, entende taxas e transferências, e mantém o poder de compra enquanto se familiariza com o ecossistema.
Além disso, algumas plataformas oferecem rendimento sobre saldo em Stablecoins, o que pode ser uma forma de gerar retorno sem abrir mão da estabilidade.
Perfil moderado a arrojado: Bitcoin como investimento de longo prazo
O Bitcoin é mais indicado para quem tem horizonte de investimento mais longo e consegue suportar períodos de queda sem precisar resgatar o valor. A estratégia mais comum entre iniciantes é o aporte periódico (DCA — Dollar Cost Averaging), que consiste em comprar pequenas quantias regularmente, independentemente do preço, diluindo o risco de entrar no momento errado.
Essa abordagem reduz o impacto da volatilidade e evita a armadilha de tentar prever o mercado, algo que mesmo investidores experientes têm dificuldade de fazer com consistência.
Como investir em cripto pelo Mercado Pago
No Mercado Pago, oferecemos uma forma acessível de dar os primeiros passos no universo das criptomoedas diretamente pelo app, sem precisar criar conta em corretoras especializadas. Nossa plataforma de criptomoedas permite comprar e acompanhar ativos cripto com a segurança de uma instituição financeira regulamentada no Brasil.
Veja o que você encontra ao investir em criptomoedas pelo Mercado Pago:
- Acesso direto pelo app: compre e acompanhe seus ativos cripto no mesmo lugar onde você já gerencia seu dinheiro.
- Valores acessíveis de entrada: não é preciso comprar um Bitcoin inteiro, você pode começar com frações do ativo.
- Ambiente regulamentado: operamos dentro das normas do Banco Central do Brasil, o que traz mais segurança para suas operações.
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Além das criptomoedas, explore as opções de investimento disponíveis no Mercado Pago para diversificar sua carteira conforme seu perfil evolui.
Dê o primeiro passo no seu ritmo
Entender a diferença entre Bitcoin e Stablecoins já coloca você à frente de muita gente que entra no mercado cripto sem critério. O mais importante é alinhar o ativo escolhido ao seu objetivo e tolerância ao risco, e começar com valores que não comprometam seu equilíbrio financeiro.
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FAQs
Stablecoins oferecem estabilidade de preço, mas não são isentas de risco. Elas dependem das reservas mantidas pelo emissor e da solidez da plataforma onde estão custodiadas. Antes de alocar recursos, vale verificar a reputação e a transparência de quem emite a Stablecoin escolhida.
Sim. No Brasil, criptoativos (incluindo Stablecoins e Bitcoin) devem ser declarados à Receita Federal quando o total supera o limite estabelecido pela legislação vigente. Ganhos de capital com venda também podem estar sujeitos à tributação. Para entender melhor como funciona esse processo, veja tudo sobre o Imposto de Renda antes de fazer sua declaração.
Teoricamente, sim, como em qualquer ativo de renda variável. Por isso, a recomendação geral é alocar em cripto apenas o valor que você está disposto a ver oscilar bastante, sem comprometer sua reserva de emergência ou metas financeiras de curto prazo.
Ambas são Stablecoins atreladas ao dólar americano, mas emitidas por empresas diferentes. O USDT é emitido pela Tether e o USDC pela Circle. As diferenças estão principalmente na transparência das reservas e nos mercados onde cada uma circula com maior liquidez.









