Ações ou fundos imobiliários: onde investir?

Está em dúvida entre ações e FIIs? Descubra qual investimento se alinha melhor aos seus objetivos e perfil para começar a sua jornada.

Mulher em dúvida sobre investir em ações ou fundos imobiliários

A escolha entre ações e fundos imobiliários (FIIs) depende diretamente dos seus objetivos como investidor. De forma geral, as ações são mais indicadas para quem busca maior potencial de valorização do capital a longo prazo, enquanto os FIIs são ideais para quem deseja gerar uma renda passiva mensal com mais previsibilidade.

Neste artigo, vamos detalhar as características de cada um, comparar os pontos mais importantes, como risco e tributação, e ajudar você a identificar qual opção se encaixa melhor no seu perfil. Assim, você terá mais segurança para tomar sua decisão.

Qual o melhor investimento: ações ou fundos imobiliários?

Não existe uma resposta única para essa pergunta, pois o "melhor" investimento é aquele que atende às suas expectativas e ao seu planejamento financeiro. A decisão passa por entender o que você prioriza: ver seu patrimônio crescer ao longo dos anos ou receber um valor recorrente na sua conta para complementar sua renda.

Ambos são excelentes ativos do mercado de renda variável, mas funcionam de maneiras diferentes e, por isso, servem a propósitos distintos. Conhecer as características de cada um é o primeiro passo para escolher de forma inteligente e alinhada às suas metas.

Ações: características e foco em crescimento de capital

Investir em uma ação significa comprar uma pequena parte de uma empresa de capital aberto, tornando-se sócio dela. O principal objetivo de quem investe em ações é a valorização desse pedaço da empresa ao longo do tempo, esperando que ela cresça, se desenvolva e, consequentemente, seu valor de mercado aumente.

Potencial de valorização e participação em grandes empresas

A grande atratividade das ações está no seu potencial de crescimento. Ao escolher empresas bem gerenciadas e com boas perspectivas de futuro, o valor do seu investimento pode se multiplicar. Além disso, você passa a fazer parte do ecossistema de grandes companhias, participando do sucesso delas.

Como funciona o recebimento de dividendos de ações?

Além da valorização, as empresas podem distribuir parte dos seus lucros aos acionistas, o que é conhecido como dividendos. Esse pagamento não costuma ser mensal e depende do resultado da companhia, servindo como um complemento à estratégia de crescimento do seu patrimônio.

Quer saber mais sobre como transformar o recebimento de dividendos em uma renda extra? Confira o artigo que preparamos.

Fundos imobiliários: a alternativa para gerar renda passiva

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs) são uma forma de investir no mercado de imóveis sem precisar comprar uma propriedade física. Eles reúnem o dinheiro de diversos investidores para aplicar em ativos imobiliários, como shoppings, prédios comerciais ou galpões logísticos, e distribuem os rendimentos, como os aluguéis, entre os cotistas.

Recebimento de aluguéis com isenção de imposto de renda

A principal característica dos FIIs é a distribuição de rendimentos mensais, que em sua maioria são provenientes dos aluguéis dos imóveis do fundo. Para pessoas físicas, esses rendimentos são isentos de Imposto de Renda, o que torna essa modalidade muito interessante para quem busca uma fonte de renda passiva e recorrente.

Investimento no mercado imobiliário de forma acessível

Com os FIIs, você pode investir em imóveis de alto padrão com um valor muito mais acessível do que precisaria para comprar uma sala comercial, por exemplo. Além disso, a gestão dos imóveis é feita por um profissional, o que elimina a burocracia de lidar com inquilinos e manutenção.

Ações vs. FIIs: entenda as principais diferenças

Para ajudar você a decidir entre ações ou FIIs, veja uma comparação direta entre os pontos que mais geram dúvidas.

Volatilidade e risco de cada investimento

A forma como o preço de um ativo oscila no mercado é um fator crucial. Entender a volatilidade ajuda a alinhar o investimento à sua tolerância a riscos.


  • Ações: tendem a ser mais voláteis. Seus preços podem variar bastante em curtos períodos, influenciados por notícias sobre a empresa, o setor ou a economia em geral. O risco é maior, mas o potencial de retorno também.


  • FIIs: geralmente possuem menor volatilidade. Como estão ligados a contratos de aluguel, seus rendimentos são mais previsíveis, o que traz mais estabilidade para as cotações.

Tributação sobre os rendimentos e vendas

As regras de tributação impactam diretamente o retorno líquido do seu investimento, por isso é fundamental conhecê-las.


  • Ações: os dividendos recebidos são isentos de IR para pessoas físicas. No entanto, se você vender suas ações com lucro e o total da venda no mês for superior a R$ 20.000, há cobrança de 15% de imposto sobre o ganho.

  • FIIs: os rendimentos mensais (aluguéis) são isentos de IR. Porém, se você vender suas cotas com lucro, haverá cobrança de 20% de imposto sobre esse ganho, independentemente do valor vendido.

Perfil de investidor ideal para cada ativo

Saber qual investimento se alinha ao seu perfil é fundamental para fazer uma boa escolha e manter a estratégia no longo prazo.


  • Ações: mais indicadas para investidores com maior tolerância ao risco e foco no crescimento do patrimônio a longo prazo. É ideal para quem se sente confortável com as oscilações do mercado para buscar uma rentabilidade maior e entende que a valorização é um processo gradual.

  • FIIs: se encaixam melhor para quem busca um fluxo de renda mais constante e com menor exposição aos movimentos bruscos do mercado. É a modalidade desenhada para quem deseja complementar a renda mensal e busca mais previsibilidade.


Gestão e envolvimento do investidor

O nível de participação que você deseja ter na gestão dos seus ativos é um diferencial importante entre ações e FIIs.


  • Ações: exigem um envolvimento mais ativo. Para escolher boas ações, é recomendado que o investidor estude as empresas, analise seus resultados financeiros e acompanhe as notícias do setor. A decisão de quando comprar ou vender está totalmente nas mãos de quem investe.

  • FIIs: representam uma gestão passiva para o investidor. Existe um gestor profissional que é responsável por tomar todas as decisões, como escolher os imóveis, negociar os contratos de aluguel e administrar o portfólio. Sua única tarefa é escolher em quais fundos investir.


Diversifique seus investimentos com o Mercado Pago

Se você está estudando o mercado de renda variável, como ações e FIIs, saiba que diversificar é a estratégia mais importante para proteger seu patrimônio e potencializar seus ganhos. Equilibrar sua carteira com ativos de renda fixa, por exemplo, traz mais segurança e previsibilidade, compensando as oscilações naturais da bolsa de valores.

Além disso, explorar outras categorias de investimento pode abrir novas oportunidades. Veja algumas alternativas que o Mercado Pago oferece e que podem complementar sua carteira:


  • CDB (Certificado de Depósito Bancário): um dos investimentos de renda fixa mais conhecidos, ideal para quem busca segurança. Você empresta dinheiro a um banco e recebe o valor de volta com juros, sendo uma ótima opção para objetivos de curto e médio prazo.

  • LCI e LCA (Letras de Crédito): similares ao CDB, estes títulos de renda fixa são ligados aos setores imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA). Seu grande diferencial é a isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que aumenta o retorno líquido.

  • Criptomoedas: para o investidor com maior tolerância ao risco, as criptomoedas são ativos digitais que oferecem um alto potencial de valorização. Por serem muito voláteis, o ideal é que componham uma pequena parcela da sua carteira de investimentos.

  • Cofrinhos com rendimento turbinado: ferramentas digitais perfeitas para sua reserva de emergência ou metas de curto prazo. Elas combinam segurança e liquidez diária com rendimentos atrativos, que podem chegar a 120% do CDI, como as opções oferecidas pelo Mercado Pago.


Ações e FIIs: um passo além na sua jornada de investidor

Entender as diferenças entre ações e fundos imobiliários coloca você em um novo patamar como investidor. Agora você sabe que a escolha não é sobre qual é o melhor de forma absoluta, mas sim sobre qual deles é a ferramenta certa para alcançar os seus objetivos financeiros. Seja focando em crescimento ou em renda passiva, o importante é dar o próximo passo de forma consciente.

Com o conhecimento que adquiriu, você está mais preparado para explorar o mundo dos investimentos. Que tal conhecer as opções de investimentos que a conta remunerada Mercado Pago oferece e começar a construir seu futuro hoje mesmo?

FAQs

O rendimento mensal pode variar bastante dependendo do fundo imobiliário escolhido. Considerando um Dividend Yield (retorno com dividendos) médio de 0,8% ao mês, que é uma referência comum no mercado, R$ 1.000,00 investidos renderiam aproximadamente R$ 8,00 por mês.


Diferente dos FIIs, o rendimento de ações não é focado em pagamentos mensais, mas na valorização do capital a longo prazo. O valor pode variar muito, pois algumas ações podem se valorizar rapidamente enquanto outras podem cair. Por isso, não há um rendimento fixo ou previsível para R$ 1.000,00 em ações.


Para estimar o valor, usa-se o Dividend Yield. Se um fundo tem um rendimento médio de 0,8% ao mês, você precisaria de aproximadamente R$ 625.000,00 investidos para gerar uma renda de R$ 5.000,00 mensais. O cálculo é: (Valor da Renda Mensal / Dividend Yield) = Capital Necessário.

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